O radar dos costumes deu sinal (na direcção de Portugal) - verso foleiro
Apesar de ter havido um período de adaptação de vários meses, parece que muita gente ainda não se tinha apercebido de que os "malvados radares" de Lisboa estavam a funcionar com propósitos de multar quem viola o limite de velocidade nas estradas da capital. Pois é, 1 milhão de Euros em multas, 18 mil infracções só na primeira semana...é obra!
E como Portugal é um país de brandos costumes, os radares foram colocados em lugares bem visíveis, com avisos e durante 6 meses eram apenas decorativos para que os condutores se habituassem à sua presença e desenvolvessem um pouco de respeito pelo Código da Estrada....mas não, aparentemente 18 mil infracções numa semana mostram que um número substancial de condutores parece estar a modos que ignorar semelhantes instrumentos.
Não deixa de ser engraçado...durante seis meses os radares estiveram á vista de todos, como quem diz "aproveitem porque em Julho já não podem acelerar sem pagar multa", parece que até Julho, podia-se circular acima do limite imposto pelo código que não havia perigo nenhum, só a partir de dia 16 é que se tornou perigoso, tomem nota. Mas agora que é, como se diz em bom português, "a doer", uns bons milhares de automobilistas escolhem ignorá-los e pagar uma multa. Talvez porque retirem um certo prazer em receber uma cartinha da Brigada de Trânsito e em desembolsar uns euros porque chegaram aos 140km/h na radial de Benfica, ou talvez porque gostem de todo o ritual de receber a carta, não pagar, ir a tribunal, responder ao juiz...sempre é um programa diferente para o dia-a-dia!
Aliás, eu julgo que Portugal devia começar a pegar em situações destas e promovê-las na Europa como "a excepcionalidade portuguesa". Algo na linha de "temos radares para o trânsito, mas durante seis meses foram decorativos", "aprovámos uma lei que despenaliza o aborto, mas há sítios onde ela não tem de ser cumprida", "aprovámos uma lei que restringe o consumo de tabaco em locais públicos fechados mas vamos lá muito devagarinho porque não queremos chatear ninguém e afinal um cidadão não-fumador tem tanto direito de desenvolver um enfisema pulmonar como um cidadão fumador!", afinal somos um país de brandos costumes e não queremos que haja por cá pessoas desagradas e chateadas.
E como Portugal é um país de brandos costumes, os radares foram colocados em lugares bem visíveis, com avisos e durante 6 meses eram apenas decorativos para que os condutores se habituassem à sua presença e desenvolvessem um pouco de respeito pelo Código da Estrada....mas não, aparentemente 18 mil infracções numa semana mostram que um número substancial de condutores parece estar a modos que ignorar semelhantes instrumentos.
Não deixa de ser engraçado...durante seis meses os radares estiveram á vista de todos, como quem diz "aproveitem porque em Julho já não podem acelerar sem pagar multa", parece que até Julho, podia-se circular acima do limite imposto pelo código que não havia perigo nenhum, só a partir de dia 16 é que se tornou perigoso, tomem nota. Mas agora que é, como se diz em bom português, "a doer", uns bons milhares de automobilistas escolhem ignorá-los e pagar uma multa. Talvez porque retirem um certo prazer em receber uma cartinha da Brigada de Trânsito e em desembolsar uns euros porque chegaram aos 140km/h na radial de Benfica, ou talvez porque gostem de todo o ritual de receber a carta, não pagar, ir a tribunal, responder ao juiz...sempre é um programa diferente para o dia-a-dia!
Aliás, eu julgo que Portugal devia começar a pegar em situações destas e promovê-las na Europa como "a excepcionalidade portuguesa". Algo na linha de "temos radares para o trânsito, mas durante seis meses foram decorativos", "aprovámos uma lei que despenaliza o aborto, mas há sítios onde ela não tem de ser cumprida", "aprovámos uma lei que restringe o consumo de tabaco em locais públicos fechados mas vamos lá muito devagarinho porque não queremos chatear ninguém e afinal um cidadão não-fumador tem tanto direito de desenvolver um enfisema pulmonar como um cidadão fumador!", afinal somos um país de brandos costumes e não queremos que haja por cá pessoas desagradas e chateadas.



