3.3.07

A salvação da capital

Uma ausência destas não é coisa que se faça, mas trago boas notícias.

Boas...enfim, é relativo, mas seja como for, depois de assistir à forma como a gestão autárquica de Lisboa se enterrou completamente num dos muitos buracos que existem pela capital e que foi ainda mais além ao ponto de tapar esse mesmo buraco com o lixo político que sai todos os meses dos Paços do Concelho (e para quem não mora em Lisboa, podem acreditar quando eu digo que é muito lixo mesmo...), tomei uma decisão que me entusiasma.

Vou-me candidatar a presidência da Câmara de Lisboa! É tão simples quanto isto, tenciono vir a ser o presidente da câmara da capital portuguesa. Vejamos então o que tenho a meu favor:

- descomprometimento total em relação a qualquer partido político, grande ou pequeno

- um certo conhecimento dos problemas desta cidade (mais uma vez, o relativismo é rei mas pior do que os últimos detentores do cargo é impossível)

- tenho uma "bagagem" de Sim City que abafa qualquer um que trabalhe na gestão autárquica de Lisboa

São apenas três pontos, é verdade, mas se conseguirem pensar em três pontos a favor de Carmona Rodrigues, eu como o meu chapéu, falando em bom português. No caso de eventual triunfo nas eleições autárquicas, a minha primeira medida seria, na boa tradição política portuguesa (quem é que diz que eu repudio as tradições?) criar uma série de comissões necessárias à minha administração, nomeadamente uma comissão para o problema da desertificação urbana, uma comissão para avaliar o impacto do congestionamento, uma comissão para a requalificação e reabilitação de edifícios, uma comissão de avaliação do posicionamento da capital e finalmente (e a minha favorita), uma comissão de coordenação e consulta.

Como é óbvio, cada comissão terá de ser dotada de um presidente, um vice-presidente e diversos vogais. Cada um deles irá auferir um salário bastante próximo, senão superior, ao do Presidente da República. E cá temos a minha receita para a capital, não tem grandes pontos a favor, é certo, mas ficar atrás dos últimos três executivos autárquicos de Lisboa é muito difícil, temos de ter em conta que é preciso um verdadeiro génio para fazer pior do que João Soares, Santana Lopes ou Carmona (ou que Carrilho, no plano da pura ficção). Tenho dito!

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