O novo brinquedo do Irão
Com toda a pompa e orgulho de quem não tem motivos nenhuns para o ter mas que gosta de dar uma injecção à auto-estima e de fingir que é um gigante, o Irão exibiu ao Mundo o seu novo brinquedo - o míssil Ghadr, uma actualização do Shahab-3 que o Irão colocou ao serviço há dez anos e que por sua vez é baseado no No Dong da Coreia do Norte.
O brinquedinho novo tem um alcance de 1 800 km (ou seja, 500km mais do que o seu antecessor) o que o torna capaz de atingir não só as bases americanas no Médio Oriente, como também Israel. Surge numa altura em que o "homem forte" de Teerão, Ahmadinejad, fez do programa nuclear iraniano o seu cavalo de batalha. De acordo com o presidente iraniano, o programa nuclear tem fins pacíficos e o objectivo é atingir maior eficiência energética, isto num país onde abastecer um carro com gasolina é mais barato que comprar água, mas onde uma infraestrutura obsoleta não lhe permite aproveitar ao máximo as reservas petrolíferas. Vai daí então...programa nuclear, apesar de (ou talvez por causa de) quem idealizou e aprovou tudo isto saber até ao último neurónio que metade do Mundo iria ver isto com muitos maus olhos - mas quem num país como o Irão é capaz de no início do século XXI fazer avançar um programa nuclear e ainda dizer que tem fins pacíficos, deve saber muito bem o que está a fazer - que os EUA estão demasiado atolados para conseguirem reagir, que a UE não se quer meter no assunto além de lançar umas declarações idealistas para o ar e que vai ter o apoio da Rússia e da China que vêem com bons olhos a possibilidade de terem ao seu lado um contra-peso à influência americana no Médio Oriente com hipotéticas armas nucleares.
O presidente iraniano continua a afirmar que em caso de ataque, venha ele dos EUA, de Israel ou de outro país qualquer, o Irão vai defender-se com as armas que tiver. Eu agora pergunto: até que ponto um programa nuclear pode ser pacífico quando o país que o está a desenvolver está disposto a arriscar uma guerra com os EUA e Israel (país que se ainda existe hoje em dia é porque soube defender-se ao longo dos últimos 60 anos) e a generalizar um conflito que arraste todo o Médio Oriente?
O presidente iraniano continua a afirmar que em caso de ataque, venha ele dos EUA, de Israel ou de outro país qualquer, o Irão vai defender-se com as armas que tiver. Eu agora pergunto: até que ponto um programa nuclear pode ser pacífico quando o país que o está a desenvolver está disposto a arriscar uma guerra com os EUA e Israel (país que se ainda existe hoje em dia é porque soube defender-se ao longo dos últimos 60 anos) e a generalizar um conflito que arraste todo o Médio Oriente?
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