11.9.07

O mestre do óbvio!


Tal como aconteceu anteriormente, o Dalai Lama não vai ser recebido pelo governo português na sua visita a Portugal. Por razões “óbvias” disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Essas razões “óbvias” serão certamente duas: o Dalai Lama não é um chefe de estado estrangeiro (uma vez que o Tibete não é um estado soberano), e a República Popular da China acha que tal acto iria certamente prejudicar a “harmonia” das relações com Portugal…com um pouco mais de peso para a segunda razão, obviamente…

Por razões óbvias, gostaria de saber porque motivo Portugal se rebaixa sempre perante as posições de outros países…é óbvio que o Dalai Lama não é um chefe de estado estrangeiro mas isso não significa que não possa ser recebido pelo governo português - afinal, o que impede o governo de receber um dos indivíduos mais proeminentes do panorama político global? Fosse outro país que estivesse em causa e talvez a posição do governo fosse outra, por razões óbvias.

Depois do “não devemos dar lições de democracia à Rússia”, do “vamos fazer os possíveis para que a TAAG possa continuar a voar para Portugal apesar da interdição da Comissão Europeia” e do “vamos dar vantagem ao Brasil no acordo ortográfico da língua portuguesa”, temos o “não vamos perturbar a harmonia das relações com a China”…obviamente.

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