4.1.07

O bobo da corte

Longe de mim estar apenas a repetir opiniões batidas, nem pensar nisso.

Mas às vezes é impossível ter uma opinião que não foi já expressa inúmeras vezes, que ao vivo, quer por escrito.
E antes que possam considerar que esta minha opinão já foi expressa bastantes vezes, digo isto: há muitas coincidências, se acreditam ou não nelas, o problema não é meu.
E posto isto, cá vai: o Presidente da República é tão útil como uma base de rato para o computador! É a verdade absoluta [quase], e quem quer que acompanhe umas semanas da existência de Portugal consegue chegar a esta conclusão.
Depois de uma mensagem de ano novo que dissipou todas as dúvidas, posso afirmar isto sem qualquer problema. O nosso PR é um inútil se não o tivessemos não fara diferença nenhuma, seria como não usar uma base para o rato do computador - na prática, é tudo uma questão de cosmética, se usamos uma base para o rato, damos uma imagem de organizados e que se preocupam com o estado do seu hardware; se não usamos, o efeito é o mesmo, só muda a mensagem que se transmite.
Com o PR passa-se exactamente a mesma coisa: se o utilizamos vêm elogios à "cooperação estratégica" e multiplicam-se os elogios entre S.Bento e Belém ao excelente entendimento a que assistimos entre dois órgãos de soberania. Se não o utilizamos, o efeito é o mesmo, só não há tanta baboseira e bajulação.
Por isso, meus caros concidadãos, proponho que se implemente uma destas duas sugestões:
- elimine-se o cargo de Presidente da República, que seria substituído por um indivíduo que só tivesse funções a nível cerimonial, como acontece, na prática, em países como a Alemanha, Israel ou a Itália, para ssumirmos de uma vez por todas que isto de regime semi-presidencialista não é nada benéfico para o país
- transfiram-se mais poderes para o PR, ou até mesmo um regime presidencialista, e crie-se uma figura realmente importante para o cargo. O problema é que em Portugal, indivíduos capazes de desempenhar tais funções são extremamente raros...

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